Na anamnese feita ao início da psicoterapia, detectamos no  discurso do cliente, e pelos sintomas, cada vez mais a presença da  ansiedade. Antes de buscar ajuda psicoterápica, muitos buscaram tratamento exclusivamente medicamentoso, para dar uma ‘acalmada’. Quando se dão conta de que a medicação não soluciona todos os seus problemas, procuram então  psicoterapia. Ao chegar ao consultório psicológico,  vários anos podem ter se passado desde o início do problema, após terem tentado vários remédios, depois de muito sofrimento. Dependendo do grau de autoconhecimento, a pessoa já percebe que a ansiedade origina sua insônia, tem relação com transtornos alimentares (tanto compulsões alimentares como anorexia ou bulimia), crises conjugais (incluindo também as disfunções sexuais) ou insatisfação profissional, dentre outras tantas queixas.

Enfim, a ansiedade é pervasiva e pode atrapalhar toda e qualquer relação – seja  profissional, familiar ou amorosa. E em que momento do nosso dia ela aparece? Às vezes, ao sair da cama, já se sai ansioso, estressado com a possibilidade de enfrentar o trânsito, chegar atrasado, pensando nas inúmeras tarefas que terá de enfrentar ao longo do dia.  Fazem suas refeições “pilhadas” (quando fazem!). Rumam – ansiosas – pra escola ou para o trabalho. Ao enfrentarem engarrafamentos (o que é cada vez mais comum, nos centros urbanos), chegam onde têm de estar em um nível de ansiedade alto. Não é de se estranhar que, em casa, a ansiedade também as acompanhe na hora de dormir – é o mesmo trânsito, no sentido inverso e provavelmente deixou pendências pro dia seguinte. Não é de se estranhar que haja tantos casos de insônia – e tantos fármacos vendidos para combatê-la. Mas não é só! Como já dito inicialmente, a ansiedade também pode atrapalhar a vida conjugal:  quando atrapalha a comunicação ou quando resvala para a sexualidade do casal,  graças à ansiedade de desempenho. Sim, ela existe! É quando o homem ou mulher acham que tem de estar sempre prontos para o ato sexual, cumprindo o ‘checklist’ de pessoa ‘saudável’.

Já  que erradicar totalmente a ansiedade é praticamente impossível, deve-se procurar aprender a manejá-la. Já se descobriu que uma pequena dose de ansiedade pode ser mesmo desejável, para tirar a pessoa da inércia, colocando-a em movimento. ”Manejar” para não se deixar dominar ou paralisar por ela.

Pesquisadores acadêmicos têm percebido e divulgado que a meditação é um importante recurso natural no combate à ansiedade. Antes restrita a  alguns grupos ‘religiosos’, atraiu a atenção dos cientistas. Com tantas pesquisas comprovando seus benefícios, céticos descobriram que a meditação não é apenas para quem é místico. Ateus ou agnósticos também podem praticá-lá e se beneficiar – inclusive aqueles executivos estressados. Os que conseguem, abrir um espaço na agenda (e na mente), ganham muito com a prática e a recomendam. Então, “medita che te fa bene” .

Cada vez mais, os psicoterapeutas (principalmente da abordagem cognitivo-comportamental) ensinam o mindfulness à sua clientela. Oriundo das técnicas de meditação budistas para reduzir a ansiedade, e sem cunho religioso, tem por objetivo focar no aqui e agora, Observando e aceitando o fluxo dos pensamentos, com a mente no momento presente, suspende-se o juízo de valor. Parece simples, mas alguns pacientes ainda resistem. Aqueles mais flexíveis percebem que a ansiedade reduz bastante – dependendo da prática.

E por que reduz? Porque basicamente a ansiedade nos projeta para o futuro, tentando antecipá-lo, adivinhá-lo. Ou apenas prevê-lo, o que às vezes é impossível. Muitas vezes se vê o futuro como ameaçador. A meditação traz a pessoa para o aqui e agora. É uma mudança no padrão.

Elege-se um foco – que pode ser um objeto, uma palavra, um som ou ainda a respiração, dentre outros. A concentração sobre o objeto foco e a simples observação dos pensamentos, que invadem a mente, mas não são alimentados, ajudam a pessoa a se distanciar dos problemas do dia-a-dia. Não estimulando o fluxo do pensamento nem a imaginação, consegue-se um grande relaxamento e também se melhora a concentração – permitindo que a vida possa ser analisada sob outra perspectiva.

Como principal benefício, desta mudança de foco, espontaneamente surgem soluções para problemas, mesmo que não tenha sido este o objetivo ao parar para meditar. Vale a pena o esforço para estabelecer a prática, já que os benefícios são permanentes e preventivos. View Profile: jwilliams – Casinomeisters Online Casino and Poker Forum- Free Slots

Thays Babo

É psicóloga, mestre em Psicologia Clínica pela Puc-Rio, e publicitária. Estuda o ayurveda a fim de conciliar a visão oriental com a prática ocidental.

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